segunda-feira, 25 de março de 2013

Tentar

Tentar
mas não ser real
Como posso amar
se não me é leal?

Tentar
no passado deixar
Como posso amar
se não paras de errar?

Tentar
não sentir
Como posso amar
se só sabes partir?

Tentar
amar novamente
Como posso amar
se não sais da tua mente?

Tentar
pedir o meu perdão
Como posso amar
se não passas de desilusão?

Tentar
não me magoar
Como posso amar
se me estás a usar?

domingo, 17 de março de 2013

Promessas

Gritando, na chuva, enquanto fugias
disseste-me que nunca me abandonarias
Nunca me deixarás
nem nunca me amarás

Alguns dias
sinto-me desfeito, mas não quero admitir
disseste que me querias
olhaste-me nos olhos, foi tudo a fingir?

Apertando-me a alma
quebraste todas as palavras prometidas
disseste-me para ter calma
enquanto sabia que eram palavras fingidas

Pensei que a nossa relação
fosse um romance permanente
largaste-me a mão
arrastando-me pelo coração ardente

Tudo o que me resta é arrependimento
não, não consigo suportar mais nenhum corte
assassinaste-me o sentimento
mas cresci muito forte

Sangraste-me o coração
sofro na história
porque sei que a nossa relação
não passa de uma memória

Prometeste-me o mar
como quem promete amar
Prometeste-me a lua
abandonando-me na rua.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Tarde para voltar atrás ?

Tarde para voltar atrás?
Não me precisas de desiludir, eu próprio o faço.
Serei capaz?
Perco-me no meu próprio espaço.

Quando falo, é a voz de alguém
Tentas-me perdoar, mas não é o suficiente
Rastejando, irei mais além
Tenho os sentimentos na minha mente.

Não posso lutar, sem me amar
Amo as pessoas, como quero ser amado
Não me digas que não me consegues perdoar
Se o meu coração é que está magoado.

No meu caminho
Ninguém me segura a mão
Rezo sozinho
Para curar o meu coração

Tento suportar, mas dói demasiado
Atravesso o fogo, sem ninguém para salvar
Luto a cada minuto para ser amado
Mas como posso amar, se tenho medo de me magoar?

Como posso voar
Se não sei amar?
Como posso caminhar
Se não páras de me magoar?

Corro
atrás da razão
Morro
Forçando a respiração.

sábado, 2 de março de 2013

Pelo teu Coração

Como posso ser corajoso, vendo-te aí na solidão?
Como posso ser paciente, sabendo que te podem roubar o coração?

Morro todos os dias na tua ausência.
Respiro cada momento na tua presença.

Com medo de falhar, irei gritar:
Podemos não rimar, mas irei-te sempre amar.

Lembraste das mãos dadas enquanto esperávamos pela nossa vez?
Podemos sentir esse amor outra vez?

Podemos ultrapassar qualquer coisa, se suportarmos a dor.
Podemos atingir qualquer sonho, se soubermos controlar o anterior.

Sussurraste-me ao ouvido: Porque me amas?
Respondi-te num suspiro: Não tem explicação.

Olhaste-me nos olhos: Porque me amas?
Olhei-te nos teus: Pelo teu coração.