sábado, 29 de dezembro de 2012

A Luz

O Dia... para que serve? Para Viver? Para Morrer? Ou para ambos?

O Sol... Porque aparece? Para nos alertar do seu poder? Ou para queimar-nos?

A Lua... Qual a sua intenção? Mostrar-nos a sua beleza? Ou evitar a nossa perdição na noite?

As Estrelas... Porquê o seu brilho? Esbelto ou enganador? Bondoso ou cruel? Intenso ou misterioso?

O Arco-Íris... Qual o objetivo das suas cores? O Amor, a Amizade, a União, a Paz, a Saudade, a Vida e a Verdade? Ou a Traição, o Ódio, a Competição, a Guerra, a Distância, a Morte e a Mentira?

A Luz... Porquê a sua existência? Para nos indicar que caminho seguir ou para nos cegar o caminho certo?



domingo, 23 de dezembro de 2012

Viver com Sonhos

Sinistro? Não. Aprendi a suportar a solidão, a aceitar a diferença, a carregar os meus passos imóveis.

Impossível? Não. Aprendi a continuar por mais vazio que me sinta, por mais fraco que esteja, por mais criticado que seja.


Cruel? Não. Aprendi a lutar, a percorrer o caminho errado para descobrir qual o certo.


Surreal? Não. Aprendi a gostar de mim, como eu sou, o que sou, de onde vim e para onde vou.


Doloroso? Não. Aprendi que a dor não se trata de algo negativo, é com ela que crescemos, aprendemos.


Sonhador? Sim. Aprendi que a realidade começa por um sonho.



Aprendi a Viver




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Grito de um Criminoso

    Preso pelas correntes de um anjo, grito por vingança, por prazer, por sujidade, por poder. Ainda sinto o vibrar da sua voz por misericórdia, enquanto a lágrima lhe corria pela face desesperada.

    A mutilação desperta-me o ódio que me tortura, provoca-me sede irresistivelmente venenosa, fome por dominação, excitação por submissão.


    As memórias paradisíacas horrendas, são a única fonte que me alimento. Sobrevivo retirando o que lhes pertence, tornando-os somente meus. 


    A escuridão é o meu lar, nela vejo tudo o que necessito, a minha fome aumenta cada minuto que percorro-a intensamente.


    Acabo por me alimentar do meu próprio sangue, da  minha própria pele, arrancando-a excitadamente. 



Agrada-me !

    Sem controlo, continuando a alimentar-me da minha alma, guio-a pela escuridão, gritando como um criminoso.




sábado, 1 de dezembro de 2012

Na Sombra da Cobardia

Através da minha escrita
conto uma melodia
nota a nota socorrida
transmito o meu dia

História a História
momento a momento
enquanto ela sorria
insultando-me o pensamento

Face cínica e traidora
fingindo-se amável
reles imitadora
sabes? És vulnerável

Venenosa e mentirosa
tenta rebaixar-me o ser
não és flor cheirosa
sabes que não irás permanecer

Ages errada
de boca virada
irás demonstrar pela tua personalidade
que não sabes nada sobre maturidade

Julgas-me facilmente
pensando que me atinges cruelmente
sabes o que passa pela mente?
que és cobarde e me indiferente

Aprende com a minha criação
que escrevo com paixão
inspirando-me no coração
de quem me dá razão.


domingo, 25 de novembro de 2012

Liberdade Surreal

Surrealmente, sinto o ódio invadindo-me o corpo, cada simples palavra sabe-me como uma brusca facada. 
Penso... serão honestas? Sentidas? 

Têm o objetivo de me enfraquecer? Ou fortalecer? 

Abandono a minha segurança, em busca de compreensão, aceitação... Amor!
Motivado, subindo os degraus decisivos, paro! Observo...

As lágrimas traídas percorrem-me a face depressiva, sem motivos de continuar a caminhar, ninguém em quem confiar, abraçar.

Sentado no degrão cruel, refleto...
Optarei pelo recuo do fracasso?
Ou o avanço do sucesso?
Não! Não lhes darei este prazer. 

Levantado de cabeça erguida, passo a passo, subo os degraus.
Dominando o passado, vivendo o presente e criando o futuro.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Corpo (in)curável



O Sol já se pôs e continuo a caminhar, pensativa, pela areia fria a sentir o seu toque inocente, o seu chamamento, como se vivê-se na minha mente, como se puxasse arduamente os meus pensamentos. 
       A cada segundo sinto cada gota do seu veneno a percorrer-me as veias, indesejada, traída, usada...       

Deveria prosseguir? 
Estarei a ser egoísta ou simplesmente a amar-me? 
Como foi ele capaz de me abandonar? Deixar-me assim?
Foi o destino cruel? Talvez uma lição de vida? Ou apenas uma consequência dos meus atos? E se for? Estarei a ser desumana? Uma assassina?



      Vejo-o através dos meus olhos serenos a pedir-me auxílio, profundamente mas... Revivo a traição abusadora vezes e vezes sem conta, poluí-me o corpo intensamente, torna-me num animal selvagem indomável que não desejo ser.


 Deverei dar vida contra a minha vontade?

      Deito-me cuidadosamente sobre a areia, já quente, sinto as ondas calmas a socorrerem o que reside dentro de mim temporariamente. Deixo-as levarem-no? Ou levarem-me?

Decidida, liberto o abandono que envenena a minha mente e caminhá-lo ao meu corpo... ao seu corpo.


sábado, 27 de outubro de 2012

Excitação Psicopata



Pego na arma, contando até 3, movimento-a lentamente...
Medo? Ridículo! Como se altera-se o destino. 


Pressinto os seus corações violentos, através dos olhares gelados a furarem-lhes as almas.
inúteis. Sinto o coração a bombear-me adrenalina pelo corpo, através das veias venenosas. Cheiro sangue... desejo saboreá-lo profundamente, necessito ! Excita-me brutalmente !

Três passos até às janelas salvadoras... fecho-as.

Uns passos atrás até à porta húmida, retiro-a liberdade.
Volto a levantar a arma, apontado-a enquanto refugiam-se no chão. Não ! Não!
Necessito de sentir auxílio vago, necessito de dor... Exigo submissão inútil !


Ah... assim excita-me. Saboreio veneno, admiro um a um, refletindo cruelmente... Doido? Mas sabe-me tão bem!
Sinto as gotas do poder mergulhando às minhas mãos, desesperadamente.


Conto... 1.... 2...



Suspiro Perpétuo


  Olhos nos olhos, em tempos infinitos, fico...  perdido e só?
  Tenho que lutar contra a dor de um coração partido? Porquê? Porquê me deixou?

A começar um dia novo.... de novo. Tenho que pegar nos pedaços e juntá-los novamente, centímetro a centímetro . Recomeçar a melodia, ao som profundo, encontrar liberdade. Não me sinto em casa, na minha própria casa... tento encontrar o que me deste, o que me disseste, o que me transmitiste. Grito para ser ouvido. Caminho solitário nesta caminhada, cantando as notas da melodia que começaste e que irei terminar.

Fechas os olhos lentamente. Não ! Desejo que esta noite não terminasse, desejo que... nunca fechássemos os olhos para que pudesses... pudéssemos ver o amanhã. Vamos manter-nos acordados até crescer?


Suspiras... Suspiras...

Um último Suspiro Perpétuo. 



sábado, 20 de outubro de 2012

Chamas


   
   Momento a momento, percorro cada espaço vago, em busca de salvação. Grito por auxílio, por resposta. Sinto-me sufocado  de mãos e pés atados por ignorância medieval, de coração preso por crueldade gelada. 

       O fumo paira suavemente no ar, de cor tão obscura, as chamas misteriosas aproximam-se... ocupando a minha liberdade, retirando-ma forçadamente.

   Olho a meu redor... vejo arrependimento mas esperança, cheiro dor mas perdão, sinto toque traído mas leal.



  Tento-me libertar mas os meus pensamentos incertos não me permitem, arrastam-me obstáculos pelos quais não tenho força. 

  As chamas violam-me, a dor percorre-me pelas veias, a tentação afoga-me brutalmente.


Por fim, liberto-me... mas porquê fugir?  Pelo qual lutar? 
Duvido se ...

serão as chamas que me assassinam o corpo?

ou abusam do meu coração?   


Um Passo

  
   Caminho sobre a calçada dura e gelada, sentido o vento e a luz solar percorrendo-me a face, pensando...

Que fazer? Como agir? Farei a diferença? Não duvido dos outros, mas sim de mim mesmo. Não sei o que sou, como sou, para onde vou? Sei de onde venho, apenas não que caminho seguir. 

    E se...Escolher o errado? Voltarei atrás? 
  E se for o certo? Serei feliz?  Enfrentarei as consequências da minha escolha? 
    E se nem eu mesmo me preocupar Os outros o farão? Ou o meu lugar será cruelmente preenchido?

Pensamentos tão diferentes, mas tão decisivos num mero momento. 

    O Sol já se escondia como a minha coragem, o vento mudava de rumo como a minha vontade, a calçada já se esgotava como a minha força.  Decidi... Caminhei até ao fim, parei, olhei para as ondas, estavam tão unidas mas simultaneamente tão agitadas. Serei assim? Olhei para baixo e vejo-as a terminarem nas rochas tenebrosas. Será o seu destino ou escolheram-no? Será o meu? Voltei a olhar, fechei suavemente os olhos, deixei o ar penetrar-me o corpo, abri os braços e... escolhi dar um passo, um passo para uma nova vida, um passo para um destino, um passo para uma vontade, um passo para uma mudança...      

Não, não eram as rochas.